sábado, 27 de agosto de 2011

Lamentações ao reverso

  Engraçado, entenda que não é recalque, mas meu ex ainda insiste em colocar no twitter de quão está apaixonado. Tipo, sempre a mesma coisa. Dizem que felicidade incomoda...a ele. Porque o sujeito não se conforma de que eu terminei, que não quis e nem quero reatar essa infelicidade de relacionamento e que não me importo com todas as cenas que faz ao demonstrar que vou muito bem, obrigada, sozinha.

  Pelo que entendi, essa questão toda de mostrar o quão feliz ele está faz-me perceber o quanto é forçação de barra, vendo até em que ponto vai me atingir. Mas eu, eu, com olhar mais crítico não pude evitar de colocar meus dotes de acadêmica de psicologia e perceber todo o jogo dessa criatura. É tão fácil. É tão primário. Quanto mais NECESSITA afirmar sua felicidade e o amor que sente aos outros, mais mentiroso o caso se torna. Mecanismo de defesa. Uma lamentação contrária. Ao invés de assumir o que sente e o que se é, procura algo de bom para fingir estar sentindo, mas cai no erro do exagero.

  Um amor e felicidade de forma exacerbada é mostrado. Ora, quem está feliz, é feliz. Curte esses poucos momentos ao invés de fazer questão de divulgar o que se passa. O problema não é divulgar, mas sim o excesso deste.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Namorada de aluguel

Pago de gostoso, mas estou na merda.

Não sei porque quando o relacionamento termina e os ex amantes são utilizadores assíduos de redes sociais, mais especificamente o twitter e facebook, um tem a necessidade, leia o cu coça fodidamente, para mostrar a todos que já superou e quão insignificante foi a pessoa com a qual se relacionou.

Engraçado que acha que está fazendo tudo tranquilamente e muito espontaneamente. A pessoa é tão egocêntrica que perde a consciência do que é  e confunde com aquilo que deseja ser. Praticamente um narcisista. Digo mais: Quanto mais força para divulgar o novo amor, mais sabemos que não superou. Pode não estar na merda, mas não superou. 

Não entro em uma relação para mostrar o quanto não me importo com o que aconteceu. Entro em um relacionamento por desejar a companhia, apoio psicológico ou qualquer coisa que abrande a alma. Pra quê um amor público? É como anúncios de outdoor: Divulga o que se quer, engana alguns, mas quem conheceu o objeto propaganda de perto é que sabe a verdade por trás das luzes, efeitos de photoshop.

Se eu sou aquilo que mostro e se aquilo que mostro não convence as pessoas, estarei portanto, sendo uma farsa. Não adianta maquiar, nem divulgar o que se pretende que todos acreditem, simplesmente não cola. Forçar a barra é algo perceptível de qualquer ângulo.

Não sou o que deixo mostrar, sou aquilo que está guardado em mim e que se revela espontaneamente em momentos precisos.